O peso do corpo sem vida o fez largá-lo e o barulho da queda pareceu um saco de batatas se esparramando. Respirou fundo e só então os músculos se
distenderam e a coceira no braço esquerdo parou. O fósforo ajudou a encontrar a vela sobre a velha mesa. A vela ajudou a ver a adega e, no chão, o morto: era o soldado. Conferiu o corpo erguendo a manga do braço esquerdo, lá estava o maldito sinal, lá estava tatuada a suástica.
Deixou o corpo ali mesmo. Era preciso que o barão soubesse. Ele saberia o que fazer. Saiu dali como entrou. Calçou os sapatos, depois encostou a porta da cozinha,
desceu rumo ao riacho, saltando a taipa de pedras. Não olhou para trás. Ia aliviado. Protegeu seu benfeitor e tirou do mundo o canalha covarde que o torturou.
Quando chegou novamente onde estava o jipe, já havia passado mais de duas horas. Estava encharcado. Ao passar pelo riacho tinha lavado as mãos,
mas uma mancha vermelha na camisa mostrava a altura em que o punhal entrou no inimigo.
Sentou no rijo banco de couro, olhou firme e frio para o padre que o observava de olhos muito abertos, e apenas disse:
– “Tot. Stört nicht mehr.”
Somos profissionais coordenando uma equipe com larga experiência no ramo de editoras. Do nosso desejo, nasceu uma editora que além de participar do processo de produção editorial, tem, também, papel fundamental na concretização do sonho do autor em forma de obra literária. Mais que viabilizar a produção de um livro, trabalhamos com aquilo que identificamos e amamos, requisito fundamental! E todos os dias, aprendemos com todas as nuances e facetas que o ramo de editoras oferece.